17 de janeiro de 2008

O herói Rikki-tikki-tavi.




A discussão desta semana passou por diversos temas, os que mais me chamaram atenção no conto Rikki-tikki-tavi foram a auto-estima e o reconhecimento. Provavelmente o segundo colabora de forma direta para o aumento do primeiro, e acredito ainda que este tenha sido o caso do mangusto. Os demais temas a gente pode debater nos comentários.



Por ter feito o que fazem os da sua espécie - matado cobras -, Rikki-tikki ficou reconhecido como o herói da família do Homem Grande, e desde a sua chegada ao confronto com Nagaina, a cada cobra que Rikki-tikki matava, mais crescia a satisfação consigo mesmo, uma vez que matar grandes cobras eram feitos de mangustos mais velhos que ele. Mas será que ele continuaria sendo O herói se outra ameaça que não uma cobra surgisse na casa? Trazendo para nós humanos, acho curioso como uma atitude nossa também pode nos rotular para os outros, criando um conceito que tem muitas chances de não corresponder com a verdade, mas que para ser revertido necessita de vários comportamentos contrários ao primeiro. Por exemplo, se o mangusto tivesse matado também o rato almiscarado, a família poderia pensar que o rato seria de algum modo mais uma ameaça aos habitantes da casa.
Bom, isto foi uma das coisas que pude tirar da leitura, quase nada realmente, mas o espaço de comentários é legal pra a gente poder falar mais sobre o conto.

6 comentários:

Kleber disse...

"morreu o periquito
a gaiola vazia
esconde um grito"

Esse hai kai é do paulo leminski. Acho que ele é de quem quiser; o poema. Sinto que ele fala da micro-saga do Rikki-tikki. Penso que pode dizer um pouco da nossa. Agora tô apressado, mas volto. Gostei dessa história e da conversa na sala. Abraço!

Juaum disse...

engraçado... eu esperava que ele matasse o guri até o fim do conto.
enfim, sem ideias para mais.

Ana Andrade disse...

geente! amei a foto do bichinho! haha
to apressada tambem, prova amanha!

=***

Dani disse...

Eu fiquei esperando um final fantástico... mas foi frustrante!parece um final classico, previsivel se não tivessemos lidando com uma literatura que nos deixa a flor da pele...
A questão q pra mim tocou, foi como disse na sala: até que ponto protegemos os elementos que fazem parte da nossa vida? Precisamos, então, de uma comparação com animais...assim, tudo parece possivel e válido.

Mairla disse...

digo logo que também gostei da foto do bichicho kkkkkkk XD
ahn danielle, da primeira vez que li o texto, a impressão logo que tive foi bem essa mesmo de que até que ponto somos capazes de fazer algo por alguém.
só que comecei a pensar que a gente possa nem fazer isso pensando, medir o quanto

enfim.

Mayara disse...

Amei a foto hehehe! Confesso que também esperava um final diferente e até trágico tipo o do Honoré Subrac (nossa, gostei bastante daquele conto). Enfim, não foi como eu esperava, mas até que rendeu uma discussão interessante em sala de aula. Falamos sobre altruísmo e até mesmo sobre a natureza representando caracteristicas humanas =). Bem, próximo texto quem faz a leitura sou eu. Até a próxima!